"Vamos Contar Histórias" Em casa, na escola, na televisão, nos livros… conhecemos histórias que alimentam a nossa imaginação e são importantes para o crescimento dos mais pequenos. São algumas delas que vamos apresentar! O TPCzinho é uma secção do TPC – Teatro Popular de Carapeços que é formada por 14 elementos, dos 8 aos 16 anos. Faz formação no campo do Teatro e apresenta espectáculos sobretudo dirigidos a crianças.
domingo, 10 de abril de 2011
TPCzinho apresenta "Vamos Contar Histórias" em Durrães e Barqueiros
Na próxima terça-feira, dia 13 de Abril, pelas 15h00, em Durrães, e quarta-feira, dia 14 de Abril, pelas 10h00, em Barqueiros, o TPCzinho apresenta "Vamos Contar Histórias", com encenação de José Fernandes.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
TPC em Alvito São Pedro (Barcelos) apresenta "A Maluquinha de Arroios" de André Brun
Na próxima sexta-feira, dia 15 de Abril, pelas 21h00, na Casa do Povo de Alvito São Pedro (Barcelos), o TPC - Teatro Popular de Carapeços apresenta a comédia em 3 actos "A Maluquinha de Arroios" de André Brun, com encenação de José Fernandes.
A representação está inserida na comemoração do 67º Aniversário da Casa do Povo de Alvito São Pedro.
Dur. aprox. 120 min, M/6
"A Maluquinha de Arroios" Peça representada pela primeira vez em 1916, “A Maluquinha de Arroios” é uma deliciosa comédia em três actos, de André Brun (1881-1926), já adaptada ao cinema e à televisão. Retirado do negócio do bacalhau e tendo sido sempre “um escravo do dever”, Baltasar Esteves arrisca a primeira escapadela em casa da Maluquinha. Casa onde lhe aparece uma pessoa da família em cada canto!... Entretanto, vamos descobrindo “sonetos em verso”, latas de macarronete e amores anónimos que demoram a desvendar-se provocando suspiros, paixões e cenas de ciúmes. Enfim, ingredientes bastantes para termos uma peça muito divertida.
A representação está inserida na comemoração do 67º Aniversário da Casa do Povo de Alvito São Pedro.
Dur. aprox. 120 min, M/6
"A Maluquinha de Arroios" Peça representada pela primeira vez em 1916, “A Maluquinha de Arroios” é uma deliciosa comédia em três actos, de André Brun (1881-1926), já adaptada ao cinema e à televisão. Retirado do negócio do bacalhau e tendo sido sempre “um escravo do dever”, Baltasar Esteves arrisca a primeira escapadela em casa da Maluquinha. Casa onde lhe aparece uma pessoa da família em cada canto!... Entretanto, vamos descobrindo “sonetos em verso”, latas de macarronete e amores anónimos que demoram a desvendar-se provocando suspiros, paixões e cenas de ciúmes. Enfim, ingredientes bastantes para termos uma peça muito divertida.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Casa cheia em Barcelos para assistir à reestreia de "A Maluquinha de Arroios"
No passado Domingo, Dia Mundial do Teatro (DMT), cerca de 150 pessoas lotaram por completo a Biblioteca Municipal de Barcelos, para assistirem à reestreia de "A Maluquinha de Arroios" de André Brun, com encenação de José Fernandes.
Uma divertida comédia em três actos, que prendeu a atenção de todos, com as aventuras do "escravo do dever" Baltazar Esteves na sua primeira escapadela em casa da Maluquinha,... casa onde lhe aparece uma pessoa de família em cada canto!...
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No início foi lida, pelo nosso Director Artístico José Fernandes, a mensagem do DMT de 2011, de Jessica Atwooki Kaahwa, seguida de uma mensagem especial do TPC.
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O TPC agradece o convite da Câmara Municipal de Barcelos, e também a todos quantos estiveram presentes. Foi um domingo em cheio, viva o Teatro!
Uma divertida comédia em três actos, que prendeu a atenção de todos, com as aventuras do "escravo do dever" Baltazar Esteves na sua primeira escapadela em casa da Maluquinha,... casa onde lhe aparece uma pessoa de família em cada canto!...
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No início foi lida, pelo nosso Director Artístico José Fernandes, a mensagem do DMT de 2011, de Jessica Atwooki Kaahwa, seguida de uma mensagem especial do TPC.
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O TPC agradece o convite da Câmara Municipal de Barcelos, e também a todos quantos estiveram presentes. Foi um domingo em cheio, viva o Teatro!
terça-feira, 29 de março de 2011
TPC em Felgueiras com "Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett
Na passada sexta-feira, dia 25 de Março de 2011, na Biblioteca Municipal de Felgueiras, o TPC - Teatro Popular de Carapeços levou à cena a comédia em um acto "Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett, com encenação de José Fernandes.
O TPC agradece o convite da Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras, e também a todos quantos estiveram presentes.
O TPC agradece o convite da Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras, e também a todos quantos estiveram presentes.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2011
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Jessica Atwooki Kaahwa [Uganda] Makerere University, Department of Music, Dance and Drama |
Este é o momento exacto para uma reflexão sobre o imenso potencial que o Teatro tem para mobilizar as comunidades e criar pontes entre as suas diferenças.
Já, alguma vez, imaginaram que o Teatro pode ser uma ferramenta poderosa para a reconciliação e para a paz mundial?
Enquanto as nações consomem enormes quantidades de dinheiro em missões de paz nas mais diversas áreas de conflitos violentos no mundo, dá- se pouca atenção ao Teatro como alternativa para a mediação e transformação de conflitos. Como podem todos os cidadãos da Terra alcançar a paz universal quando os instrumentos que se deveriam usar para tal são, aparentemente, usados para adquirir poderes externos e repressores?O Teatro, subtilmente, permeia a alma do Homem dominado pelo medo e desconfiança, alterando a imagem que têm de si mesmos e abrindo um mundo de alternativas para o indivíduo e, por consequência, para a comunidade. Ele pode dar um sentido à realidade de hoje, evitando um futuro incerto.
O Teatro pode intervir de forma simples e directa na política. Ao ser incluído, o Teatro pode conter experiências capazes de transcender conceitos falsos e pré-concebidos.
Além disso, o Teatro é um meio, comprovado, para defender e apresentar ideias que sustentamos colectivamente e que, por elas, teremos de lutar quando são violadas.
Na previsão de um futuro de paz, deveremos começar por usar meios pacíficos na procura de nos compreendermos melhor, de nos respeitarmos e de reconhecer as contribuições de cada ser humano no processo do caminho da paz. O Teatro é uma linguagem universal, através da qual podemos usar mensagens de paz e de reconciliação. Com o envolvimento activo de todos os participantes, o Teatro pode fazer com que muitas consciências reconstruam os seus conceitos pré-estabelecidos e, desta forma, dê ao indivíduo a oportunidade de renascer para fazer redescobertas. Para que o Teatro prospere entre as outras formas de arte, deveremos dar um passo firme no futuro, incorporando-o na vida quotidiana, através da abordagem de questões prementes de conflito e de paz.
Na procura da transformação social e na reforma das comunidades, o Teatro já se manifesta em zonas devastadas pela guerra, entre comunidades que sofrem com a pobreza ou com a doença crónica. Existe um número crescente de casos de sucesso onde o Teatro conseguiu mobilizar públicos para promover a consciencialização no apoio às vítimas de traumas pós- guerra.
Faz sentido existirem plataformas culturais, como o [ITI] Instituto Internacional de Teatro, que visam consolidar a paz e a amizade entre as nações.
Conhecendo o poder que o Teatro tem é, então, uma farsa manter o silêncio em tempos como este e deixar que sejam “guardiães” da paz no nosso mundo os que empunham armas e lançam bombas. Como podem os instrumentos de alienação serem, ao mesmo tempo instrumentos de paz e reconciliação?
Exorto-vos, neste Dia Mundial do Teatro, a pensar nesta perspectiva e a divulgar o Teatro, como uma ferramenta universal de diálogo, para a transformação social e para a reforma das comunidades. Enquanto as Nações Unidas gastam somas colossais em missões de paz com o uso de armas por todo o mundo, o Teatro é uma alternativa espontânea e humana, menos dispendiosa e muito mais potente.
Não será a única forma de conseguir a paz mas o Teatro, certamente, deverá ser utilizado como uma ferramenta eficaz nas missões de paz.
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Tradução - Rafael Vergamota [Federação Portuguesa de Teatro]
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Nota Biográfica de Jessica Atwooki Kaahwa Professora titular no Departamento de Música, Dança e Teatro da Universidade de Makerere, no Uganda. É doutorada em Teatro, História, Teoria e Crítica pela Universidade de Maryland, nos EUA. Dramaturga, actriz e directora de teatro académico, escreveu mais de 15 peças de teatro, televisão e rádio. É respeitada internacionalmente pelo seu trabalho humanitário. Utiliza o teatro como meio de desenvolvimento humano, nomeadamente na melhoria da saúde, e como força construtiva em zonas de conflito. É acérrima defensora dos direitos humanos, da igualdade de género e da paz.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Entrevista do Director Artístico José Fernandes ao Jornal "Barcelos Popular" - Edição de 24/03/2011
Barcelos Popular
Autor: Pedro Granja
Poucos dias depois de comemorar o 15º aniversário do TPC e antes de mais um Dia Mundial do Teatro, o Barcelos Popular falou com uma das pessoas que mais tem feito pelo teatro em Barcelos: José Fernandes, director artístico e fundador do grupo.
Barcelos Popular (BP) O TPC encontra-se, actualmente, no patamar que esperava, há quinze anos atrás? Serão levadas à cena peças novas, para além da re-estreia de “A Maluquinha de Arroios”?
José Fernandes (JF) O percurso do TPC não foi previsto com tanto tempo de antecedência… O ponto de chegada também não. Nem vai ser. Definimos princípios e estabelecemos metas, geralmente orientadoras para um plano de dois/três anos. A re-estreia da peça “A Maluquinha de Arroios”, de André Brun, foi um desejo de muitos actores, que gostaram de a ter trabalhado há 5 anos e tiveram pena de ela ter sido interrompida pelas vicissitudes pessoais e profissionais de alguns. As várias secções do TPC estão a preparar novos trabalhos: o TPCzinho mais um conjunto de histórias infantis, o TPCjunior um espectáculo com comédias sobre viúvas em que entrará mais uma peça de André Brun e o TPC “sénior” depois da Páscoa preparará uma ou duas peças curtas, entre as quais uma, porventura actual, chamada “Para as eleições”.
BP Qual a diferença entre o teatro amador e o profissional? Acha possível o TPC, algum dia, dar esse “salto”? Ou essa ambição não faz sequer sentido?
JF A diferença evidente está em quem faz teatro: ou faz dele profissão ou precisa dele para completar a forma como vive na e para a sociedade. Fazer parte de um grupo de teatro ou de um coral amadores, por exemplo, é um contributo social pessoal e colectivo. Não quero nem qualquer dos actuais elementos do TPC ambiciona ser profissional de teatro. Talvez alguns do TPCzinho. E depois há grupos amadores que apresentam trabalhos muitas vezes de qualidade igual ou superior aos grupos profissionais. Veja-se, por exemplo, as peças que concorrem ao Festival Nacional de Teatro Amador da Povoa de Lanhoso, algumas das quais já têm sido apresentadas em Barcelos.
BP O TPC apresentou-se defensor de obras populares. Por uma questão de estratégia, de defesa, ou acha que o elitismo tem afastado as pessoas do teatro?
JF Uma vez, adormeci profundamente enquanto assistia a uma peça no Teatro da Trindade, em Lisboa e só acordei com as palmas finais. É certo que eu estava cansado e não conseguia acompanhar a profundidade do texto. Mas isso marcou-me bastante. Penso que tem de haver lugar para as chamadas elites, sejam praticantes ou espectadores, poderem usufruir de textos, interpretações e encenações ousados, mesmo experimentais, muitas vezes polémicos e agressivos. E penso que ninguém espera ver salas repletas, nesses espectáculos. O mesmo se passa no campo do cinema, da música, etc. Mas a minha e nossa opção foi sempre: os nossos espectáculos não podem ser para incomodar as pessoas, como também não podem ser para as aturdir com risos fáceis e bolos na cara. E isto com todo o respeito por quem pensa o contrário. Mas não somos ortodoxos: um dos nossos trabalhos mais bem conseguidos foi a dramatização do poema “A Invenção do Amor”, de Daniel Filipe, que nada tem de divertido.
BP Defendeu também, “como princípio orientador”, apresentar apenas autores da língua portuguesa? Qual a razão?
JF Procuramos uma especialização, uma marca. Para quê ir para autores estrangeiros se os portugueses ainda não estão esgotados? Por exemplo, há muitos autores portugueses do século XIX que são praticamente desconhecidos e se enquadram no espírito que mostrei na questão anterior.
BP O facto de quererem evitar apresentar peças “incómodas” deve-se ao vosso carácter amador? Acha que esse trabalho da obrigação do chamado profissional?
JF Penso estar respondido na penúltima questão.
BP Já visitou o “novo” Teatro Gil Vicente? Qual a sua opinião sobre a obra?
JF Ainda não visitei o “novo” Teatro Gil Vicente, porque ainda ninguém me convidou para o fazer (desconheço se há outra possibilidade de visita…). Pelo que tenho lido na comunicação social e só por ela, a obra ficou muito aquém das minhas expectativas. Perdeu-se a oportunidade de termos um espaço público (e sublinho o público) amplo, capaz de abranger diversos tipos de espectáculo e não apenas de teatro declamado, mas também ópera, ballet ou grandes orquestras, por exemplo.
BP Como encara, depois de tantos anos, que o teatro continue fechado? Sendo você um dos principais promotores do teatro amador concelhio, veria com bons olhos que a gestão do teatro fosse “entregue” às associações locais? Como acha que o teatro deveria ser gerido?
JF A sabedoria popular tem dois ditados contraditórios: “Quem espera desespera” e “Quem espera sempre alcança”. Esperamos, desesperamos e (ainda) não alcançamos nada. Não percebo a razão da não abertura, apesar de algumas explicações que vamos ouvindo. Antes de falar sobre um possível modelo de gestão, importa definir que tipo de realizações artísticas se quer lá. Muito sumariamente imagino-as como uma repartição entre produtos culturais concelhios – e há muitos e de muitos tipos – e não concelhios. A gestão deveria ser entregue a um director, escolhido mediante concurso público e após apresentação das linhas orientadoras que pretende implementar, e a dois, chamemos-lhes sub-directores vocacionados um para os produtos culturais concelhios e outro para os não concelhios.
Autor: Pedro Granja
Poucos dias depois de comemorar o 15º aniversário do TPC e antes de mais um Dia Mundial do Teatro, o Barcelos Popular falou com uma das pessoas que mais tem feito pelo teatro em Barcelos: José Fernandes, director artístico e fundador do grupo.
Barcelos Popular (BP) O TPC encontra-se, actualmente, no patamar que esperava, há quinze anos atrás? Serão levadas à cena peças novas, para além da re-estreia de “A Maluquinha de Arroios”?
José Fernandes (JF) O percurso do TPC não foi previsto com tanto tempo de antecedência… O ponto de chegada também não. Nem vai ser. Definimos princípios e estabelecemos metas, geralmente orientadoras para um plano de dois/três anos. A re-estreia da peça “A Maluquinha de Arroios”, de André Brun, foi um desejo de muitos actores, que gostaram de a ter trabalhado há 5 anos e tiveram pena de ela ter sido interrompida pelas vicissitudes pessoais e profissionais de alguns. As várias secções do TPC estão a preparar novos trabalhos: o TPCzinho mais um conjunto de histórias infantis, o TPCjunior um espectáculo com comédias sobre viúvas em que entrará mais uma peça de André Brun e o TPC “sénior” depois da Páscoa preparará uma ou duas peças curtas, entre as quais uma, porventura actual, chamada “Para as eleições”.
BP Qual a diferença entre o teatro amador e o profissional? Acha possível o TPC, algum dia, dar esse “salto”? Ou essa ambição não faz sequer sentido?
JF A diferença evidente está em quem faz teatro: ou faz dele profissão ou precisa dele para completar a forma como vive na e para a sociedade. Fazer parte de um grupo de teatro ou de um coral amadores, por exemplo, é um contributo social pessoal e colectivo. Não quero nem qualquer dos actuais elementos do TPC ambiciona ser profissional de teatro. Talvez alguns do TPCzinho. E depois há grupos amadores que apresentam trabalhos muitas vezes de qualidade igual ou superior aos grupos profissionais. Veja-se, por exemplo, as peças que concorrem ao Festival Nacional de Teatro Amador da Povoa de Lanhoso, algumas das quais já têm sido apresentadas em Barcelos.
BP O TPC apresentou-se defensor de obras populares. Por uma questão de estratégia, de defesa, ou acha que o elitismo tem afastado as pessoas do teatro?
JF Uma vez, adormeci profundamente enquanto assistia a uma peça no Teatro da Trindade, em Lisboa e só acordei com as palmas finais. É certo que eu estava cansado e não conseguia acompanhar a profundidade do texto. Mas isso marcou-me bastante. Penso que tem de haver lugar para as chamadas elites, sejam praticantes ou espectadores, poderem usufruir de textos, interpretações e encenações ousados, mesmo experimentais, muitas vezes polémicos e agressivos. E penso que ninguém espera ver salas repletas, nesses espectáculos. O mesmo se passa no campo do cinema, da música, etc. Mas a minha e nossa opção foi sempre: os nossos espectáculos não podem ser para incomodar as pessoas, como também não podem ser para as aturdir com risos fáceis e bolos na cara. E isto com todo o respeito por quem pensa o contrário. Mas não somos ortodoxos: um dos nossos trabalhos mais bem conseguidos foi a dramatização do poema “A Invenção do Amor”, de Daniel Filipe, que nada tem de divertido.
BP Defendeu também, “como princípio orientador”, apresentar apenas autores da língua portuguesa? Qual a razão?
JF Procuramos uma especialização, uma marca. Para quê ir para autores estrangeiros se os portugueses ainda não estão esgotados? Por exemplo, há muitos autores portugueses do século XIX que são praticamente desconhecidos e se enquadram no espírito que mostrei na questão anterior.
BP O facto de quererem evitar apresentar peças “incómodas” deve-se ao vosso carácter amador? Acha que esse trabalho da obrigação do chamado profissional?
JF Penso estar respondido na penúltima questão.
BP Já visitou o “novo” Teatro Gil Vicente? Qual a sua opinião sobre a obra?
JF Ainda não visitei o “novo” Teatro Gil Vicente, porque ainda ninguém me convidou para o fazer (desconheço se há outra possibilidade de visita…). Pelo que tenho lido na comunicação social e só por ela, a obra ficou muito aquém das minhas expectativas. Perdeu-se a oportunidade de termos um espaço público (e sublinho o público) amplo, capaz de abranger diversos tipos de espectáculo e não apenas de teatro declamado, mas também ópera, ballet ou grandes orquestras, por exemplo.
BP Como encara, depois de tantos anos, que o teatro continue fechado? Sendo você um dos principais promotores do teatro amador concelhio, veria com bons olhos que a gestão do teatro fosse “entregue” às associações locais? Como acha que o teatro deveria ser gerido?
JF A sabedoria popular tem dois ditados contraditórios: “Quem espera desespera” e “Quem espera sempre alcança”. Esperamos, desesperamos e (ainda) não alcançamos nada. Não percebo a razão da não abertura, apesar de algumas explicações que vamos ouvindo. Antes de falar sobre um possível modelo de gestão, importa definir que tipo de realizações artísticas se quer lá. Muito sumariamente imagino-as como uma repartição entre produtos culturais concelhios – e há muitos e de muitos tipos – e não concelhios. A gestão deveria ser entregue a um director, escolhido mediante concurso público e após apresentação das linhas orientadoras que pretende implementar, e a dois, chamemos-lhes sub-directores vocacionados um para os produtos culturais concelhios e outro para os não concelhios.
quarta-feira, 23 de março de 2011
27 de Março - Câmara Municipal de Barcelos comemora Dia Mundial do Teatro
A Câmara Municipal de Barcelos vai comemorar o Dia Mundial do Teatro com a realização de dois espectáculos de teatro, no auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos. O primeiro, “Memorial do Convento”, pela Casa dos Afectos, vai realizar-se no dia 26 de Março, sábado, pelas 21.30 horas. Baseado no livro de José Saramago, um dos grandes livros da literatura do século XX, o espectáculo tem a duração de 120 minutos, numa adaptação e encenação de João Nuno Esteves.
O segundo, “A Maluquinha de Arroios”, pelo TPC- Teatro Popular de Carapeços, vai realizar-se no dia 27 de Março, domingo, pelas 15 horas.
O segundo, “A Maluquinha de Arroios”, pelo TPC- Teatro Popular de Carapeços, vai realizar-se no dia 27 de Março, domingo, pelas 15 horas.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Dia Nacional do Teatro Amador 2011
Para o teatro amador, como para o amador de teatro, todos os dias são o seu dia. Quando se ama, não se ama com data marcada nem por intermitências.
O amor é uma dádiva, não é um empréstimo. Não há calendário nem agenda para ele.
Um tempo houve, neste país, em que o teatro não existiria fora das duas maiores cidades se não fossem os amadores da arte dramática. Foram eles que acenderam e mantiveram acesos pequenos focos luminosos, dispersos de norte a sul, que lhe assinalavam a presença. E fizeram-no assumindo riscos e enfrentando dificuldades de toda a ordem, desde a escassez dos meios aos rigores da censura.
Restituída a liberdade ao povo português, a presença do teatro amador pôde intensificar-se no tecido nacional, e a força da sua intervenção desenvolver-se, ainda que haja outros obstáculos a vencer. Não para competir ou confrontar-se com o teatro profissional, o que não teria sentido, mas para continuar e levar mais longe, noutro plano, a função cultural que a ambos cabe e nem sempre este último se lembra de cumprir.
E chamar-lhe a atenção, também. Chamá-lo à ordem, quando for caso disso - apeteceu-me escrever. E afinal deixei escrito...
Muitas vezes disse que devo ao teatro amador algumas das mais puras emoções da minha incerta, descontínua e acidentada carreira de autor dramático.
Volto a dizê-lo em mais este Dia do Teatro Amador.
Dia longo, porque vai durar até ao dia 21 de Março do próximo ano.
E, certamente, de todos os que vão seguir-se-lhe.
Luiz Francisco Rebello, Dramaturgo
O amor é uma dádiva, não é um empréstimo. Não há calendário nem agenda para ele.
Um tempo houve, neste país, em que o teatro não existiria fora das duas maiores cidades se não fossem os amadores da arte dramática. Foram eles que acenderam e mantiveram acesos pequenos focos luminosos, dispersos de norte a sul, que lhe assinalavam a presença. E fizeram-no assumindo riscos e enfrentando dificuldades de toda a ordem, desde a escassez dos meios aos rigores da censura.
Restituída a liberdade ao povo português, a presença do teatro amador pôde intensificar-se no tecido nacional, e a força da sua intervenção desenvolver-se, ainda que haja outros obstáculos a vencer. Não para competir ou confrontar-se com o teatro profissional, o que não teria sentido, mas para continuar e levar mais longe, noutro plano, a função cultural que a ambos cabe e nem sempre este último se lembra de cumprir.
E chamar-lhe a atenção, também. Chamá-lo à ordem, quando for caso disso - apeteceu-me escrever. E afinal deixei escrito...
Muitas vezes disse que devo ao teatro amador algumas das mais puras emoções da minha incerta, descontínua e acidentada carreira de autor dramático.
Volto a dizê-lo em mais este Dia do Teatro Amador.
Dia longo, porque vai durar até ao dia 21 de Março do próximo ano.
E, certamente, de todos os que vão seguir-se-lhe.
Luiz Francisco Rebello, Dramaturgo
sábado, 19 de março de 2011
TPC reestreia "A Maluquinha de Arroios" de André Brun em Barcelos
Após cinco anos de interregno, o TPC - Teatro Popular de Carapeços leva novamente a cena a peça "A Maluquinha de Arroios" de André Brun, com encenação de José Fernandes. A reestreia será no próximo Domingo, dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, pelas 15h00 na Biblioteca Municipal de Barcelos.
Peça representada pela primeira vez em 1916, “A Maluquinha de Arroios” é uma deliciosa comédia em três actos, de André Brun (1881-1926), já adaptada ao cinema e à televisão. Retirado do negócio do bacalhau e tendo sido sempre “um escravo do dever”, Baltasar Esteves arrisca a primeira escapadela em casa da Maluquinha. Casa onde lhe aparece uma pessoa de família em cada canto!... Entretanto, vamos descobrindo “sonetos em verso”, latas de macarronete e amores anónimos que demoram a desvendar-se provocando suspiros, paixões e cenas de ciúmes. Enfim, ingredientes bastantes para termos uma peça muito divertida.
TPC em Felgueiras com "Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett
Na próxima sexta-feira, dia 25 de Março, pelas 21h30 na Biblioteca Municipal de Felgueiras, o TPC - Teatro Popular de Carapeços apresenta "Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett, com encenação de José Fernandes.
Dur. aprox. 60 min (sem intervalo), M/12
Dur. aprox. 60 min (sem intervalo), M/12
Amor a quanto obrigas! Ou será amor, mas com dinheiro, a quanto obrigas?
Teatro dentro do teatro, “Falar Verdade a Mentir” é uma das comédias em um acto de Almeida Garrett. José Félix tem um duplo amor: Joaquina e o dote desta, qual deles mais intenso. Mas o dote só será dado se a ama da Joaquina, a menina Amália, se conseguir casar. Mas com quem? Com Duarte, muito bom rapaz, mas que, qual fonte inspiradora para os dias de hoje, é um mentiroso compulsivo.
E como mentir é muito feio, o pai de Amália, um negociante dos antigos, quer dizer “nada de aldrabões na família”, anda desconfiadíssimo de que Duarte é uma encarnação do Pinóquio. Mas não é que é mesmo?! Entra então o José Félix a tentar transformar as mentiras em verdades… Nada que não estejamos habituados a ver também nos dias de hoje.
No meio ainda há tempo para despejar o… o… o, pois aquilo da noite e também para recordar o suspense dos duelos dos filmes de cow-boys.
quinta-feira, 17 de março de 2011
15 anos do TPC
Era um sábado - 16 de Março de 1996.
Cerca de duas dezenas de jovens tinham correspondido ao meu convite para descobrir o teatro.
E ali, na Casa do Povo de Carapeços, estivemos todo o dia. Expressão vocal, corporal, jogos, tudo serviu para despertar a vontade de ir mais além. E fomos. Mesmo muito além! Encontrámos o nosso espaço, definimos um rumo e estabelecemos princípios. E temos-lhes sido fiéis, com percalços, algumas tempestades, mas muitas bonanças. Aqueles jovens já são hoje adultos, mas entraram outros... e mais novos... e menos novos... Fomos modernizando o nosso equipamento, os nossos meios de transporte, a nossa capacidade de divulgação e de informação. Sem falsas modéstias, evoluímos técnica e artisticamente.
Estamos nos 15 anos. Em plena adolescência, sabemos quanto nos falta crescer até sermos adultos. Na idade. Não na responsabilidade.
José Fernandes, Director Artístico
Cerca de duas dezenas de jovens tinham correspondido ao meu convite para descobrir o teatro.
E ali, na Casa do Povo de Carapeços, estivemos todo o dia. Expressão vocal, corporal, jogos, tudo serviu para despertar a vontade de ir mais além. E fomos. Mesmo muito além! Encontrámos o nosso espaço, definimos um rumo e estabelecemos princípios. E temos-lhes sido fiéis, com percalços, algumas tempestades, mas muitas bonanças. Aqueles jovens já são hoje adultos, mas entraram outros... e mais novos... e menos novos... Fomos modernizando o nosso equipamento, os nossos meios de transporte, a nossa capacidade de divulgação e de informação. Sem falsas modéstias, evoluímos técnica e artisticamente.
Estamos nos 15 anos. Em plena adolescência, sabemos quanto nos falta crescer até sermos adultos. Na idade. Não na responsabilidade.
José Fernandes, Director Artístico
TPCzinho apresenta "Vamos Contar Histórias" em Pereira (Barcelos)
Na próxima sexta-feira, dia 18 de Março, pelas 19h30, no Salão Paroquial de Pereira, o TPCzinho apresenta "Vamos Contar Histórias", com encenação de José Fernandes.
"Vamos Contar Histórias" Em casa, na escola, na televisão, nos livros… conhecemos histórias que alimentam a nossa imaginação e são importantes para o crescimento dos mais pequenos. São algumas delas que vamos apresentar! O TPCzinho é uma secção do TPC – Teatro Popular de Carapeços que é formada por 14 elementos, dos 8 aos 16 anos. Faz formação no campo do Teatro e apresenta espectáculos sobretudo dirigidos a crianças.
"Vamos Contar Histórias" Em casa, na escola, na televisão, nos livros… conhecemos histórias que alimentam a nossa imaginação e são importantes para o crescimento dos mais pequenos. São algumas delas que vamos apresentar! O TPCzinho é uma secção do TPC – Teatro Popular de Carapeços que é formada por 14 elementos, dos 8 aos 16 anos. Faz formação no campo do Teatro e apresenta espectáculos sobretudo dirigidos a crianças.
quarta-feira, 16 de março de 2011
TPC e TPCzinho em Manhente (Barcelos)
No passado Sábado, 12 de Março, no Salão Paroquial de Manhente, cerca de 120 pessoas estiveram presentes para mais uma noite de teatro. Miúdos e graúdos divertiram-se com as peripécias de "Vende-se Casa Assombrada" e não se esqueçam... "o medo é um preconceito dos nervos". No Domingo, dia 13 de Março, foi a vez da secção dos mais novos, o TPCzinho, que apresentou "Vamos Contar Histórias", com o Alipio Pio, Zé das Moscas e Ensaio de Teatro perante uma plateia recheada de crianças e não só. Foi um fim-de-semana de teatro em Manhente e esperamos voltar em breve. O TPC - Teatro Popular de Carapeços agradece o convite e a todos quantos estiveram presentes!
segunda-feira, 14 de março de 2011
TPC no 2º. Festival Nacional de Teatro Amador "Miguel Torga"
Na passada sexta-feira, dia 11 de Março de 2011, na acolhedora Casa da Cultura de Mondim de Basto, o TPC - Teatro Popular de Carapeços levou à cena a comédia em um acto "Guerra aos Nunes" de Matos Moreira (1845-1899), com encenação de José Fernandes. A representação esteve integrada no 2º. Festival Nacional de Teatro Amador "Miguel Torga". O TPC agradece o convite e a todos quantos estiveram presentes. É sempre um prazer regressar a Mondim de Basto!
segunda-feira, 7 de março de 2011
TPC e TPCzinho em Manhente (Barcelos)
No próximo sábado, dia 12 de Março, pelas 21h30, no Salão Paroquial de Manhente, o TPC - Teatro Popular de Carapeços leva à cena a comédia em três actos "Vende-se Casa Assombrada". No domingo, dia 13 de Março, também no Salão Paroquial de Manhente, pelas 15h00, o TPCzinho apresenta "Vamos Contar Histórias". Ambas as representações tem encenação de José Fernandes.
"Vende-se Casa Assombrada" é um espectáculo de teatro à maneira antiga portuguesa. Quando, agora, experiências científicas procuram recriar o início do universo, numa velha casa vai começar uma outra experiência não menos importante: tornar a humanidade valente, desprovida de receios, porventura imune às crises financeiras. E por falar em finanças, há um mau da fita que quer enriquecer à custa da crença nessas figuras, sinistras ou imaculadas, que dão pelo nome de fantasmas. Mas será que vai conseguir? Será que não é preciso engolir a pílula, os maus são presos e o artista vai casar com a artista, num final feliz? Haverá algum actor com pinta de encarnar o herói?
"Vamos Contar Histórias" Em casa, na escola, na televisão, nos livros… conhecemos histórias que alimentam a nossa imaginação e são importantes para o crescimento dos mais pequenos. São algumas delas que vamos apresentar! O TPCzinho é uma secção do TPC – Teatro Popular de Carapeços que é formada por 14 elementos, dos 8 aos 16 anos. Faz formação no campo do Teatro e apresenta espectáculos sobretudo dirigidos a crianças.
"Vende-se Casa Assombrada" é um espectáculo de teatro à maneira antiga portuguesa. Quando, agora, experiências científicas procuram recriar o início do universo, numa velha casa vai começar uma outra experiência não menos importante: tornar a humanidade valente, desprovida de receios, porventura imune às crises financeiras. E por falar em finanças, há um mau da fita que quer enriquecer à custa da crença nessas figuras, sinistras ou imaculadas, que dão pelo nome de fantasmas. Mas será que vai conseguir? Será que não é preciso engolir a pílula, os maus são presos e o artista vai casar com a artista, num final feliz? Haverá algum actor com pinta de encarnar o herói?
"Vamos Contar Histórias" Em casa, na escola, na televisão, nos livros… conhecemos histórias que alimentam a nossa imaginação e são importantes para o crescimento dos mais pequenos. São algumas delas que vamos apresentar! O TPCzinho é uma secção do TPC – Teatro Popular de Carapeços que é formada por 14 elementos, dos 8 aos 16 anos. Faz formação no campo do Teatro e apresenta espectáculos sobretudo dirigidos a crianças.
TPC em Mondim de Basto com "Guerra aos Nunes" de Matos Moreira
Na próxima sexta-feira, dia 11 de Março de 2011, pelas 22h00, na Casa da Cultura de Mondim de Basto, o TPC - Teatro Popular de Carapeços leva à cena a comédia em um acto "Guerra aos Nunes" de Matos Moreira (1845-1899), com encenação de José Fernandes. A Representação está integrada no 2º. Festival Nacional de Teatro Amador "Miguel Torga" de Mondim de Basto.
Guerra aos Nunes é uma comédia em um acto de Matos Moreira (1845-1899), representada pela primeira vez no Teatro Nacional, em 18 de Novembro de 1869. O tema da peça gira à volta da obsessão de um tio de uma menina casadoira pelos números pares e das peripécias dos respectivos pretendentes. Segundo Luiz Francisco Rebelo, há “situações de um burlesco absurdo, reminiscente de certas pochades de Labiche".
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Noite de teatro em Gilmonde (Barcelos) com "Vende-se Casa Assombrada"
No passado Sábado, 19 de Fevereiro, no Salão Paroquial de Gilmonde, cerca de 200 pessoas estiveram presentes para mais uma noite de teatro. As peripécias da comédia "Vende-se Casa Assombrada" divertiu e prendeu a atenção de miúdos e graúdos. O TPC - Teatro Popular de Carapeços agradece o convite e a todos quantos estiveram presentes!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
TPC em Gilmonde (Barcelos) com "Vende-se Casa Assombrada"
No próximo sábado, dia 19 de Fevereiro, pelas 21h30, no Salão Paroquial de Gilmonde, o TPC - Teatro Popular de Carapeços leva à cena a comédia em três actos "Vende-se Casa Assombrada", com encenação de José Fernandes.
"Vende-se Casa Assombrada" é um espectáculo de teatro à maneira antiga portuguesa. Quando, agora, experiências científicas procuram recriar o início do universo, numa velha casa vai começar uma outra experiência não menos importante: tornar a humanidade valente, desprovida de receios, porventura imune às crises financeiras. E por falar em finanças, há um mau da fita que quer enriquecer à custa da crença nessas figuras, sinistras ou imaculadas, que dão pelo nome de fantasmas. Mas será que vai conseguir? Será que não é preciso engolir a pílula, os maus são presos e o artista vai casar com a artista, num final feliz? Haverá algum actor com pinta de encarnar o herói?
Duração aprox. 105 min (3 actos), Entrada livre
"Vende-se Casa Assombrada" é um espectáculo de teatro à maneira antiga portuguesa. Quando, agora, experiências científicas procuram recriar o início do universo, numa velha casa vai começar uma outra experiência não menos importante: tornar a humanidade valente, desprovida de receios, porventura imune às crises financeiras. E por falar em finanças, há um mau da fita que quer enriquecer à custa da crença nessas figuras, sinistras ou imaculadas, que dão pelo nome de fantasmas. Mas será que vai conseguir? Será que não é preciso engolir a pílula, os maus são presos e o artista vai casar com a artista, num final feliz? Haverá algum actor com pinta de encarnar o herói?
Duração aprox. 105 min (3 actos), Entrada livre
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Joana Rodrigues é o novo elemento do TPCzinho
Depois de 2 semanas "à experiência", Joana Rodrigues é o novo elemento do TPCzinho.
Com 15 anos, a residir em Carapeços, a Joana já conhecia uma grande parte dos elementos do TPCzinho, por isso a integração foi bastante facilitada.
Nas palavras da Joana "... já tinha assistido a algumas peças do TPCzinho, e como gosto de representar seria uma forma de melhorar. Gosto muito de teatro e sempre que posso vou assistir, como aconteceu hoje (sábado) aqui na Casa do Povo de Carapeços."
À Joana desejamos votos de muitos sucessos no TPCzinho!
Com 15 anos, a residir em Carapeços, a Joana já conhecia uma grande parte dos elementos do TPCzinho, por isso a integração foi bastante facilitada.
Nas palavras da Joana "... já tinha assistido a algumas peças do TPCzinho, e como gosto de representar seria uma forma de melhorar. Gosto muito de teatro e sempre que posso vou assistir, como aconteceu hoje (sábado) aqui na Casa do Povo de Carapeços."
À Joana desejamos votos de muitos sucessos no TPCzinho!
TPC prepara reestreia da peça "A Maluquinha de Arroios" de André Brun
Após cinco anos de interregno, o TPC - Teatro Popular de Carapeços vai levar novamente a cena a peça "A Maluquinha de Arroios" de André Brun, com encenação de José Fernandes.
Estreada a 16 de Julho de 2005 na Casa do Povo de Carapeços, seguiram-se mais 5 apresentações, sendo em 2006 suspensa por indisponibilidade de alguns elementos.
Com ensaios desde Janeiro passado, tem reestreia prevista para o próximo mês de Março.
Estreada a 16 de Julho de 2005 na Casa do Povo de Carapeços, seguiram-se mais 5 apresentações, sendo em 2006 suspensa por indisponibilidade de alguns elementos.
Com ensaios desde Janeiro passado, tem reestreia prevista para o próximo mês de Março.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Actuação do Teatro Experimental de Feitos na Casa do Povo de Carapeços
No próximo sábado, 5 de Fevereiro, o Grupo de Teatro da ATEF - Associação de Teatro Experimental de Feitos vai apresentar a peça de teatro "O Pedido de Casamento" na Casa do Povo de Carapeços.
Uma comédia em 3 actos que relata a história de João Policarpo, viúvo abastado cujo filho único estuda em Coimbra, decide pedir a jovem Isabel em casamento. O que este desconhece é que o seu filho abandonou os seus estudos por causa da mesma jovem e vive disfarçado de empregado na sua casa. Entre peripécias, muita confusão e um pé-de-meia escondido, sempre sai casamento! Falta saber quem casará com quem!
A actuação terá início às 21h30, com entrada livre.
Mais informações em: www.atefeitos.com
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Casa cheia em Chavão para assistir a "Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett
Cerca de 200 pessoas lotaram por completo o Salão Paroquial de Chavão, no passado Domingo, para assistirem a mais uma representação de "Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett.
Nesta que foi a primeira representação de 2011, ano em que comemoramos o 15º. aniversário, o TPC agradece o convite e a todos quantos estiveram presentes.
Foi um Domingo em cheio!
Nesta que foi a primeira representação de 2011, ano em que comemoramos o 15º. aniversário, o TPC agradece o convite e a todos quantos estiveram presentes.
Foi um Domingo em cheio!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
TPC em Chavão (Barcelos) com "Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett
No próximo domingo, dia 9 de Janeiro, pelas 16h00 no Salão Paroquial de Chavão, o TPC - Teatro Popular de Carapeços apresenta "Falar verdade a mentir" de Almeida Garrett, com encenação de José Fernandes.
Dur. aprox. 60 min (sem intervalo), M/12, Entrada livre
Dur. aprox. 60 min (sem intervalo), M/12, Entrada livre
TPCzinho termina 2010 em beleza
A nossa secção dos mais jovens, o TPCzinho, finalizou o ano de 2010 em beleza com uma representação no Centro Social da Silva no passado dia 28 de Dezembro.
Foi o culminar de um mês repleto de representações. Começou no dia 2 em Lijó, passou pelo Auditório Municipal, Faria, Viatodos, Gamil, Carapeços, Biblioteca Municipal, terminando, como dissemos, na Silva.
Este mês serviu igualmente para estrear duas novas peças "(Des)informação de Natal" e "A Estrelinha mágica" especialmente preparadas para apresentar na Quadra Natalícia. Sempre com "casa cheia", o TPCzinho encantou, e divertiu, miúdos e graúdos.
Estão todos de parabéns!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Remodelação do Blogue
No dealbar de 2011, ano em que o Teatro Popular de Carapeços faz 15 anos, entendemos que a melhor forma de o iniciar seria com a remodelação do nosso blogue.
Porque o teatro e a poesia não se resume a estar em cima do palco, queremos que os visitantes do nosso blogue fiquem a conhecer melhor o percurso de um grupo que começou em 1996, citando o nosso Director Artístico "... primeiro só com jovens de 15/20 anos e agora já com outros jovens de 8/65 anos. Primeiro só com espectáculos para um público adulto e agora também para crianças. Primeiro só Teatro e agora também Poesia ...".
Dotamos o blogue de novos conteúdos, tentando promover uma maior interacção com quem nos visita. Assim, esperamos que nos visite regularmente, participe com comentários e sugestões, e seja parte activa da vida do Teatro Popular de Carapeços.
Porque o teatro e a poesia não se resume a estar em cima do palco, queremos que os visitantes do nosso blogue fiquem a conhecer melhor o percurso de um grupo que começou em 1996, citando o nosso Director Artístico "... primeiro só com jovens de 15/20 anos e agora já com outros jovens de 8/65 anos. Primeiro só com espectáculos para um público adulto e agora também para crianças. Primeiro só Teatro e agora também Poesia ...".
Dotamos o blogue de novos conteúdos, tentando promover uma maior interacção com quem nos visita. Assim, esperamos que nos visite regularmente, participe com comentários e sugestões, e seja parte activa da vida do Teatro Popular de Carapeços.
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
Noite de Arte!
No passado dia 27 de Março o TPC reuniu todos os seus âmbitos, e celebrou o dia mundial do Teatro, os seus 14 anos de existência, feitos a 16 de Março, e o dia mundial da Poesia que foi no dia 21 de Março.
A noite foi agradável e o TPCzinho deu o pontapé de saída com a representação da peça o Zé das Moscas, em seguida o TPCJunior brilhou com a declamação de alguns poemas, depois dos mais jovens entrou em palco A Guerra aos Nunes uma peça do TPC que fez rir todo o público.
Como não podia deixar de ser foi lida a mensagem do dia Mundial do Teatro redigida pela famosa actriz Dame Judith Olivia Dench, que diz ao mundo que o teatro não precisa de um palco, que o teatro acontece em qualquer lugar do mundo, faz-nos rir, chorar mas também deve fazer-nos reflectir e reagir.
Depois de lida a mensagem todos os elementos presentes do TPC reuniram-se e declamaram em conjunto. Um final grandioso que mostrou a força deste grupo que se orgulha em fazer parte deste mundo extraordinário que é o Teatro.
A noite foi agradável e o TPCzinho deu o pontapé de saída com a representação da peça o Zé das Moscas, em seguida o TPCJunior brilhou com a declamação de alguns poemas, depois dos mais jovens entrou em palco A Guerra aos Nunes uma peça do TPC que fez rir todo o público.
Como não podia deixar de ser foi lida a mensagem do dia Mundial do Teatro redigida pela famosa actriz Dame Judith Olivia Dench, que diz ao mundo que o teatro não precisa de um palco, que o teatro acontece em qualquer lugar do mundo, faz-nos rir, chorar mas também deve fazer-nos reflectir e reagir.
Depois de lida a mensagem todos os elementos presentes do TPC reuniram-se e declamaram em conjunto. Um final grandioso que mostrou a força deste grupo que se orgulha em fazer parte deste mundo extraordinário que é o Teatro.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Sábado, 27 de Março de 2010, 21h30
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“14 anos ao serviço da Poesia e do Teatro”
comemorando:14º Aniversário do TPC (16 de Março)
Dia Mundial da Poesia (21 de Março)
Dia Mundial do Teatro (27 de Março)
Mensagem de 2010 - Dia Mundial do Teatro!

"A Jornada Mundial do Teatro é para nós a ocasião de celebrar o Teatro na multiplicidade de suas formas. Fonte de divertimento e inspiração, o teatro contém em si a capacidade de unificar as inúmeras populações e culturas que existem pelo mundo fora. Mas ele representa muito mais do que isso, ao oferecer-nos possibilidades de educação e informação.O teatro acontece no mundo inteiro, e não apenas nos seus espaços tradicionais : os espectáculos podem ser realizados numa pequena aldeia da África, no sopé de uma montanha da Arménia, numa pequena ilha do Pacífico. Ele não tem necessidade de um espaço e de um público. O teatro possui esse dom de nos fazer rir, de nos fazer chorar, mas ele deve, também, fazer-nos reflectir e reagir.
O teatro é fruto de um trabalho de equipe. São os actores que vemos, mas existe um número espantoso de pessoas escondidas, todas elas tão importantes quanto os primeiros e cujas diferentes e específicas competências permitem a realização do espectáculo.
A eles se deve uma parte de todo o triunfo ou sucesso alcançado. O dia 27 de Março é a data oficial da Jornada Mundial do Teatro. Mas cada dia deveria poder ser considerado, de diversas maneiras, como uma jornada do teatro, pois cabe-nos a responsabilidade de perpetuar esta tradição de divertimento, de educação e de edificação dos públicos, sem os quais não poderíamos existir."
Dame Judi Dench
O teatro é fruto de um trabalho de equipe. São os actores que vemos, mas existe um número espantoso de pessoas escondidas, todas elas tão importantes quanto os primeiros e cujas diferentes e específicas competências permitem a realização do espectáculo.
A eles se deve uma parte de todo o triunfo ou sucesso alcançado. O dia 27 de Março é a data oficial da Jornada Mundial do Teatro. Mas cada dia deveria poder ser considerado, de diversas maneiras, como uma jornada do teatro, pois cabe-nos a responsabilidade de perpetuar esta tradição de divertimento, de educação e de edificação dos públicos, sem os quais não poderíamos existir."
Dame Judi Dench
Dia Mundial do Teatro!!

O Dia Mundial do Teatro foi criado em 1961, em Viena - Áustria, durante o 9º. Congresso do Instituto Internacional de Teatro, organização não governamental, fundada em Praga em 1948, pela UNESCO e comunidade internacional do teatro, quando da inauguração do Teatro das Nações, em Paris. Por coincidência, o aniversário de Atenas (Grécia, considerada por muitos, o berço do teatro ocidental) também é comemorado em 27 de Março. Numerosas manifestações teatrais organizam-se por este motivo. Uma das mais importantes é a difusão da Mensagem Internacional, escrita tradicionalmente por uma personalidade de dimensão mundial, convidada pelo Instituto Internacional do Teatro para partilhar as suas reflexões sobre temas de Teatro e a Paz entre os povos. Esta mensagem é traduzida em mais de vinte línguas e lida perante milhares de espectadores antes do espectáculo da noite nos teatros do mundo inteiro. A primeira mensagem foi escrita por Jean Cocteau (França), em 1962, a do ano passado, pelo dramaturgo brasileiro Augusto Boal (que veio a falecer logo a seguir, em 02-05-2009) e a de 2010 já foi divulgada e é escrita por Dame Judi Dench (Inglaterra).
(Por Tonico Lacerda Cruz)
(Por Tonico Lacerda Cruz)
terça-feira, 16 de março de 2010
14 Primaveras
O TPC hoje comemora os seus 14 anos!!!
Já percorreu um longo caminho, cheio de vida e muitas representações!!
Alegria, esforço, dedicação...
Para nós os Parabéns :)
Já percorreu um longo caminho, cheio de vida e muitas representações!!
Alegria, esforço, dedicação...
Para nós os Parabéns :)
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Carnaval na casa do Povo!!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Carnaval é aqui!!!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Representação!!
Teatro Popular de Carapeços apresenta dia de teatro:
TpcZinho com a peça "Vamos Contar Histórias" pelas 14h30
TPC com "Vende-se casa assombrada", uma comédia em 3 actos, pelas 21h
No dia 30 de Janeiro na Casa do Povo de Pedra Furada.
TpcZinho com a peça "Vamos Contar Histórias" pelas 14h30
TPC com "Vende-se casa assombrada", uma comédia em 3 actos, pelas 21h
No dia 30 de Janeiro na Casa do Povo de Pedra Furada.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Feliz 2010 !!
Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
domingo, 13 de dezembro de 2009
História Antiga
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
(Miguel Torga)
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
(Miguel Torga)
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Festivais Gil Vicente
Entre 4 e 13 de Junho, o Centro Cultural Vila Flor volta a ser palco de mais uma edição dos Festivais Gil Vicente. Este ano, o principal festival de teatro da cidade - que se realiza ininterruptamente desde 1987 - apresenta seis espectáculos, quatro cafés-teatro, uma oficina de dramaturgia com a Lark Foundation e uma exposição de fotografia de João Tuna. A contemporaneidade das propostas volta a marcar a programação delineada para 2009.
Os espectáculos dividem-se em duas semanas. De 04 a 06 de Junho sobem ao palco as peças: “Mona Lisa Show” (dia 04), de Pedro Gil, “Jerusalém” (dia 05), do Teatro O Bando, e “Delimvois” (dia 06), a mais recente produção do Teatro Oficina. Na segunda semana, os Festivais Gil Vicente prosseguem com “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” (dia 11), da Truta Associação Cultural, o Teatro Meridional apresenta em ante-estreia nacional a sua mais recente produção “Acaravana” (dia 12), e Beatriz Batarda encerra os Festivais com o intenso monólogo “De Homem para Homem” (dia 13).
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Do meu compromisso com o Augusto Boal
(algumas linhas ao saber da tua morte)
José Soeiro, 3 de Maio de 2009
Morreu na madrugada de ontem o Augusto Boal. Tinha 78 anos de uma vida de luta, de solidariedade e de criatividade que influenciou o teatro em todo o mundo. Mas Boal era bem mais que um homem do teatro. Para mim e para tanta gente neste mundo.
Estive com ele uma única vez, em Paris, durante um workshop organizado pelo Julian. Mas quando recebi a notícia da sua morte, foi como se me falassem de alguém próximo, tão familiar. Porque ao longo dos últimos anos aquilo que pensou, as formas teatrais que inventou, o modo como concebeu a política e a educação, a imensa generosidade da sua prática e da sua metodologia, acompanharam-me muito para além das oficinas de Teatro do Oprimido que vou fazendo. Na verdade, muito pouca gente me marcou tanto como ele. Dele posso dizer, sem nenhuma reverência, que é um dos meus mestres.
Boal era um dramaturgo e encenador respeitado, que teve um papel muito importante, na década de 60 e 70, na “nacionalização” de alguns clássicos e na sua apresentação no Brasil e, também, na criação de um teatro que falasse dos problemas populares. Mas, mais do que tudo, o grande contributo que deixa é o Teatro do Oprimido – uma metodologia original que é hoje praticada por muitos milhares de pessoas em todo o planeta.
A ideia de Boal é simples: todos somos teatro. E, sendo o teatro a capacidade humana de nos observarmos em acção, precisamos de recuperar a nossa capacidade de actuar. Como dizia de forma provocatória, na medida em que for passivo, um espectador é sempre menos que um ser humano. Daí ter inventado o termo de espect-actor: uma combinação da capacidade de observar e de reflectir (própria do espectador) mas que nos restitui também a de agir nas situações que vemos (típica do actor), não reduzindo a realidade àquilo que existe, mas abrindo-a às possibilidades que sempre tem de ser diferente. Há cerca de um mês, na mensagem do Dia Mundial do Teatro que este ano escreveu, terminava dizendo que “actores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!”.
A reviravolta que Boal propõe para o teatro não tem apenas que ver com a sua vontade de transformação. O mais interessante, para mim, é a superação que faz do teatro de intervenção e de propaganda: não mais um teatro que comenta a realidade e que leva uma mensagem a um público, mas sim uma prática que propõe que cada grupo se aproprie dos meios de produção teatral para encenar a sua própria realidade e para ensaiar formas concretas de a mudar. A história de Virgílio, o camponês que terá ensinado a Boal que não se pode propor aos outros aquilo que nós próprios não estamos dispostos a fazer, ou seja, que a “solidariedade é estar disposto a correr os mesmos riscos”, é a mais importante lição contra a arrogância da política ou do teatro enquanto propaganda. Não há uma única vez em que conte esta história – e já a contei muitas dezenas de vezes nas oficinas de TO – e não me arrepie profundamente quando tenho de dizer a frase com que o camponês Virgílio confrontou os actores do grupo de Boal, “Quando vocês actores dizem «nós vamos dar o nosso sangue pela Terra!», estão na verdade a falar do nosso sangue, e não do vosso”.
O trabalho de Boal e a forma como a sua metodologia se reproduziu e é hoje instrumento de libertação para tantas pessoas e grupos, dá a dimensão do enorme contributo que ele deu para a emancipação, muito mais valioso, creio eu, do que o de tantos líderes revolucionários. O seu Teatro do Oprimido terá também aberto mais caminho para a democratização do teatro, sobretudo entre os que menos têm, do que muitos programas culturais cheios de boas intenções. A mensagem que o Movimento dos Sem Terra ontem divulgou, de homenagem ao companheiro Boal, é uma boa prova disso.
Uma das coisas que vou aprendendo de cada vez que faço uma oficina de TO é que não há transformação sem uma profunda atenção a todas as formas de poder – e o poder opressivo está aí, em cada relação humana, às vezes nos mais improváveis lugares. Outra, é uma permanente surpresa com a capacidade extraordinária que a linguagem da imagem corporal tem para nos revelar aspectos da realidade que, mesmo olhando-os todos os dias, não vemos. Outra ainda é a diferença entre o que dizemos que é preciso fazer e a nossa capacidade de efectivamente o fazermos. Ao contrário das logoterapias, que prescrevem através do discurso as transformações necessárias, o Teatro do Oprimido, e em particular o teatro fórum, confronta-nos sempre com a complexidade do “aqui e agora” e com a dificuldade de mudarmos, pela acção, as realidades em que vivemos. Na verdade, a opressão não é apenas uma estrutura, porque acontece na interacção concreta entre as pessoas. E nessa interacção, há corpo, há voz, há gestos mecanizados que nos tolhem, há máscaras que nos escondem e nos limitam, há rituais que nos prendem e que confinam o modo como as coisas são feitas, há as mais insondáveis emoções e bloqueios. O Teatro do Oprimido tem-me tornado mais atento a tudo isso.
Por último, dá-me ideia que há uma parte importante do Boal que, em muitos casos, vai ficando pelo caminho em algumas das experiências que se reclamam do seu teatro. Para ele, como para tanta gente na qual gosto de me incluir, o teatro não chega. Com efeito, para usar uma expressão do próprio, o Teatro do Oprimido é um “ensaio da revolução”, mas esta acontece sempre fora do espaço estético, ou quando a efervescência é tão grande que não conseguimos mais separá-lo e distingui-lo do espaço social.
Não se trata do Teatro do Oprimido (TO) fornecer, em si mesmo, uma direcção ou determinadas soluções para os problemas. Pelo contrário, o TO é apenas o espaço onde todas as soluções podem ser testadas e onde podemos perceber as consequências concretas do que fazemos. E isso, em si mesmo, é já profundamente transformador. O TO é assim como uma chave: em si mesmo, não abre a porta, é sempre preciso que alguém o tome nas mãos e o use para esse efeito. Mas também não é uma técnica vazia, disponível para ser usada ao serviço de não importa o quê (como por vezes vai acontecendo nessa Europa). As raízes do TO estão na luta contra todas as formas de opressão e no respeito profundo por cada ser humano e pelo seu sofrimento. Essas raízes percorrem várias das correntes do teatro, da pedagogia, da política emancipatória (e onde Boal vê mais longe, isso acontece também por se sentar em ombros de gigantes, como Marx, Paulo Freire, Brecht, Stanislavski...). Por isso mesmo, só faz sentido o Teatro do Oprimido ser praticado se estiver mesmo ao serviço dos grupos e dos problemas que eles escolhem. Não deve nunca responder às agendas do poder, sejam elas quais forem. Não serve para apresentar problemas escolhidos por alguém que não os vive – mesmo que esse alguém seja educador, assistente social, artista, ou o Estado. Não pode ser transformado em mais uma mercadoria ou numa “técnica de ensinar” ou de domesticar, como vemos acontecer. Precisa de ter o mesmo compromisso radical com os oprimidos que Boal tinha.
Tenho a sensação que o Teatro do Oprimido não surge por acaso na vida de Boal: foi uma necessidade, uma resposta criativa aos problemas que foi encontrando, uma vontade de pôr o conhecimento e os instrumentos teatrais ao serviço do combate à injustiça e à exploração. E parece uma resposta que o próprio Boal integrava no conjunto das suas práticas, como activista político, como militante cultural, como interventor teatral, como cidadão do mundo. Creio que a melhor homenagem que lhe podemos fazer é continuar esse impulso.
Ontem, perdemos muito. Eu sinto, por estranho que possa soar, que perdi alguém muito próximo. Mas sinto também que ele vive ainda e sempre na exigência do compromisso que nos deixa. Saibamos estar à sua altura.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Sarau Mariano

No próximo domingo dia 17 irá realizar-se na igreja de Carapeços mais um Sarau Mariano! Este vai contar com a participação do Teatro, dos Kyrios, do grupo coral de Carapeços e S.Leocadea e do Coral Magistrói. Terá inicio as 19h30 e será com toda a certeza um agradável final de tarde.Contamos com a sua presença!
sábado, 25 de abril de 2009
Próxima actuações

TpcZinho: "Vamos Contar Histórias" ---- 25 Abril --- Alvito S.Pedro
"Vamos Contar Histórias" ---- 30 Maio --- Alvito S.Martinho
"Vamos Contar Histórias" ---- 6 Junho --- Milhazes
"Vamos Contar Histórias" ---- 20 Junho --- Feitos
"Vamos Contar Histórias" ---- 30 Maio --- Alvito S.Martinho
"Vamos Contar Histórias" ---- 6 Junho --- Milhazes
"Vamos Contar Histórias" ---- 20 Junho --- Feitos
TpcJúnior: "As astúcias de Zanguizarra" --- 15 Maio --- Sequeade
"As astúcias de Zanguizarra" --- 23 Maio ---
"As astúcias de Zanguizarra" --- 30 Maio --- Alvito S.Martinho
TPC: "Vende-se casa Assombrada" --- 25 Abril --- Silveiros
"Vende-se casa Assombrada" --- 16 Maio --- Alvito S.Pedro
"Vende-se casa Assombrada" --- 6 Junho --- Milhazes
"Vende-se casa Assombrada" --- 2o Junho --- Feitos
TpcPoesia: 15 Maio --- Sequeade
quarta-feira, 25 de março de 2009
Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2009
Dia Mundial do Teatro - 27 de Março de 2009
Augusto Boal
«Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver.
Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!
Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática - tudo é teatro.
Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.
Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa - nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.
Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: - "Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida".
Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida!
Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!»
Augusto Boal
Augusto Boal
«Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver.
Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!
Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática - tudo é teatro.
Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.
Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa - nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.
Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: - "Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida".
Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida!
Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!»
Augusto Boal
sábado, 21 de março de 2009
Mensagem do dia Nacional de Teatro de Amadores 2009
21 de Março de 2009
Alfredo Correia
“Amigo, maior que o pensamento. Por essa estrada amigo vem. Não percas tempo que o vento é meu amigo também”.
“Em terra, em todas as fronteiras. Seja bem-vindo quer vier por bem. Se alguém houver que não queira trá-lo contigo também”.
Se pudesse comprar palavras, estas, seria por certo dono delas. Mas, o seu a seu dono, são palavras de José (Zeca) Afonso, da cantiga – “Trás um amigo também”.
É no ano que completo quarenta anos de vida no teatro, que a minha memória me leva ao ano de 1969, no Grupo dos Modestos (extinto em 1988), na peça “TODO O MUNDO E NINGUÉM”, de Gil Vicente, no papel de Dinato, com encenação de Leandro Vale. A ANTA trouxe-me até aqui, depois de tanto intervir no seu sítio, umas vezes, com palavras certas, outras vezes, com palavras a passear…
Mas, como não somos donos das palavras, nem tão pouco as podemos comprar, somos às vezes, (muitas vezes), escravos da palavra. É por isso que o meu “dom da palavra” me impulsiona a escrever:
- O teatro de amadores das associações tem de facto um “papel principal” no desenvolvimento cultural dos locais e regiões onde está inserido.
E tal como o ensino básico, é uma “escola” necessária no desenvolvimento social da população, por isso, os amadores de teatro das associações, devem ser responsáveis e terem orgulho de pertencerem à grande região que produz teatro no nosso País.
E, se atendermos à importância que o Movimento Associativo tem na Sociedade através das suas mais diversas actividades, mais orgulhosos podemos estar.
Daí que devemos, TODOS E CADA UM, com a dignidade que o teatro nos merece, sermos (nos ensaios, nos espectáculos, todos os dias) responsáveis, pelo que significa o teatro de amadores das associações, ou como digo: (expressão que criei) o teatro associativo.
E quando se falar na “reforma artística”, devemos antes saber (e por isso é prioritário) o que significa a RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
A criatividade, o espírito de sacrifício e a solidariedade, quando aliados a uma saudável aprendizagem associativa, são verdadeiramente bases sócio-culturais importantes, que o teatro coloca à disposição da sociedade substituindo, em grande medida, o “papel principal” dos governantes.
Então, chegados a este conhecimento, sabemos que, com a nossa “mão-de-obra barata”, colocamos à disposição da grande maioria da população, o nosso trabalho técnico/artístico, conscientes de que prestamos um serviço sócio-cultural à sociedade.
E, não é pelo facto de sermos compulsivamente apaixonados “AMANTES DE TALMA “, que a nossa paixão é cega. Sabemos, que hoje, e cada vez mais, é necessário saber “suar a camisola”.
Todos sabemos o que temos feito, mas, o que muitos não sabem, é o significado da RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
Sabemos que a tarefa não é fácil pois, infelizmente, ainda há muito “boa gente” que julga que o teatro de amadores das associações, é uma actividade de recreio, ou de lazer. Pior é quando pensam que pelo facto de ser AMADOR... serve de desculpa!
E mais, não se importam nada de ouvirem dizer “Para amadores não está mal” , e até consideram um elogio.
É urgente dizer, a quem assim pensa, o que significa a RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
Companheiros:
Não é minha intenção” meter o nariz no pó do palco dos outros”, mas é meu entendimento, o quanto é prioritário alterar esta forma de estar e pensar o teatro produzido nas associações.
Todos nós já recebemos muitas manifestações de apreço de organismos, de instituições e personalidades, que nos dizem que estamos no caminho certo, e que o serviço que prestamos e colocamos à disposição da população é uma mais-valia sócio-cultural, associativa e artística. Mas, apesar de todos estes incentivos, temos que (peça a peça), ano após ano, melhorar o nosso trabalho, para que não considerem os nossos pedidos de apoio, uma exigência fútil, mas sim, uma pretensão que nos assiste quando queremos melhorar as condições do nosso trabalho e servir com melhor qualidade as populações.
Também sabemos, e temos disso consciência, que a pretensão que temos para com o “nosso teatro” só é possível com o apoio indispensável de parceiros interessados no crescer cultural da nossa terra.
E quando digo “crescer” refiro-me particularmente ao crescimento cultural das crianças, dos jovens e, por que não, dos adultos.
Todas as artes são importantes e, neste caso particular, o teatro, para a formação dos cidadãos, e quanto mais pequenos melhor.
Podemos não saber o que é que queremos que eles aprendam mas, que devem aprender uma arte, isso devem.
Com esta aprendizagem, vão ter por certo uma melhor visão da vida e do mundo e, como sabemos, as crianças expressam-se naturalmente. Faz parte da sua descoberta do mundo que as rodeia. Experimentam coisas através de um jogo permanente com a realidade.
Tal como as crianças, os jovens e os adultos, têm no teatro esse prazenteiro jogo do «fazer-de-conta», que possibilita conhecer melhor as humanidades.
Claro que não será por isso que todos serão técnicos ou intérpretes mas serão, por certo, cidadãos com princípios éticos, capazes de saber partilhar e ter conceitos mais ricos e diversificados.
E se pensarmos que primeiro aprendemos a falar e, depois, mais tarde, na escola, aprendemos o abecedário, podemos ter em conta que no teatro se pode e deve aplicar esta verdade como princípio.
Primeiro aprender a cultura e a ética teatral, ter urbanidade para e com a arte e, depois, mais tarde, na “escola”, aprender a formação técnica e artística.
Se quiserem ter a compreensão de que esta base ética é fundamental, o teatro de amadores das associações é, (deve e pode ser), uma boa escola da vida.
Estar ou ser do teatro, é um confronto permanente com a realidade.
Os primeiros contactos devem ser de forma lúdica e divertida o que os torna, mais tarde, activos e com sentido crítico e participativo.
Aprende-se com todos os sentidos e fica-se mais aberto àquilo que desconhecemos.
É bom que se entenda que o teatro, tal como as outras artes, é um espaço de liberdade e criatividade, onde existe a possibilidade de criar uma mudança de atitude.
Como diz Kant: - «apenas os gostos se discutem»
Mas, no teatro, discutir é procurar estabelecer pontes, é falar das emoções e vivências partilhadas tendo por base experiências de vida muito diferentes.
O papel do teatro é esse mesmo:
- Proporcionar um sonho de comunidade entre indivíduos distintos.
Estar no teatro é muito mais do que se imagina, ou do que aquilo que se pode encontrar nos livros.
Ser do teatro é saber que há objectos inúteis mas que contêm em si os mais elevados valores.
O teatro é um curso, que nem uma vida inteira chega para o concluir. Por isso se diz:
- “O que custa mais, são os primeiros 30 anos”
No teatro, nada é mais importante do que proporcionar a possibilidade de ser cada vez melhor, com a certeza saudável de que nunca se atingirá a perfeição.
E assim, será muito mais possível acreditar num futuro melhor.
Num futuro onde haja Mulheres e Homens com motivação para investirem, não só no seu crescimento social e na sua qualidade de vida cultural mas, também, para contribuírem para o desenvolvimento do local onde estão inseridos.
Mas para isso não chegam só as boas vontades, o voluntariado, ou até, ter gente com mais ou menos capacidades técnicas e artísticas, pois sabemos que, cada vez mais, a tecnologia é indispensável nos meios de produção.
Hoje, mais do que nunca, a utilização de meios técnicos faz parte da formação e do trabalho de cada um. Hoje, a qualidade de vida, tem que passar pela utilização das novas tecnologias.
Cabe, por isso, aos dirigentes artísticos e associativos, aos agentes culturais, aos patrocinadores, às Juntas de Freguesia, às autarquias, (já que o governo central não aceita pedidos de apoio dos amadores de teatro) um maior esforço nos apoios, e na contribuição para o crescimento sócio-cultural das artes dos palcos associativos.
Enquanto isso não for possível, com mais ou menos dificuldades, continuaremos, com “a “mão-de-obra barata” que somos A LEVAR O TEATRO À PORTA DOS FREGUESES.
Valha-nos a muita paixão que sentimos pelo teatro, valha-nos a muita perseverança que temos em querer melhorar a vida cultural do País que somos, que aliadas a alguns apoios públicos, e à solidariedade de personalidades e organismos, que acreditam no trabalho dos amadores de teatro, vai sendo possível, levar por diante esta maravilhosa tarefa artística e sócio-cultural , chamada TEATRO. Valha-nos isso.
Mas não nos devemos esquecer o quanto é importante saber o que é A RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
O teatro de amadores das associações é, de facto, e sem demagogias, uma grande escola de humanização para a vida social, cultural e associativa.
Alfredo Correia
21 de Março de 2009
Alfredo Correia
“Amigo, maior que o pensamento. Por essa estrada amigo vem. Não percas tempo que o vento é meu amigo também”.
“Em terra, em todas as fronteiras. Seja bem-vindo quer vier por bem. Se alguém houver que não queira trá-lo contigo também”.
Se pudesse comprar palavras, estas, seria por certo dono delas. Mas, o seu a seu dono, são palavras de José (Zeca) Afonso, da cantiga – “Trás um amigo também”.
É no ano que completo quarenta anos de vida no teatro, que a minha memória me leva ao ano de 1969, no Grupo dos Modestos (extinto em 1988), na peça “TODO O MUNDO E NINGUÉM”, de Gil Vicente, no papel de Dinato, com encenação de Leandro Vale. A ANTA trouxe-me até aqui, depois de tanto intervir no seu sítio, umas vezes, com palavras certas, outras vezes, com palavras a passear…
Mas, como não somos donos das palavras, nem tão pouco as podemos comprar, somos às vezes, (muitas vezes), escravos da palavra. É por isso que o meu “dom da palavra” me impulsiona a escrever:
- O teatro de amadores das associações tem de facto um “papel principal” no desenvolvimento cultural dos locais e regiões onde está inserido.
E tal como o ensino básico, é uma “escola” necessária no desenvolvimento social da população, por isso, os amadores de teatro das associações, devem ser responsáveis e terem orgulho de pertencerem à grande região que produz teatro no nosso País.
E, se atendermos à importância que o Movimento Associativo tem na Sociedade através das suas mais diversas actividades, mais orgulhosos podemos estar.
Daí que devemos, TODOS E CADA UM, com a dignidade que o teatro nos merece, sermos (nos ensaios, nos espectáculos, todos os dias) responsáveis, pelo que significa o teatro de amadores das associações, ou como digo: (expressão que criei) o teatro associativo.
E quando se falar na “reforma artística”, devemos antes saber (e por isso é prioritário) o que significa a RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
A criatividade, o espírito de sacrifício e a solidariedade, quando aliados a uma saudável aprendizagem associativa, são verdadeiramente bases sócio-culturais importantes, que o teatro coloca à disposição da sociedade substituindo, em grande medida, o “papel principal” dos governantes.
Então, chegados a este conhecimento, sabemos que, com a nossa “mão-de-obra barata”, colocamos à disposição da grande maioria da população, o nosso trabalho técnico/artístico, conscientes de que prestamos um serviço sócio-cultural à sociedade.
E, não é pelo facto de sermos compulsivamente apaixonados “AMANTES DE TALMA “, que a nossa paixão é cega. Sabemos, que hoje, e cada vez mais, é necessário saber “suar a camisola”.
Todos sabemos o que temos feito, mas, o que muitos não sabem, é o significado da RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
Sabemos que a tarefa não é fácil pois, infelizmente, ainda há muito “boa gente” que julga que o teatro de amadores das associações, é uma actividade de recreio, ou de lazer. Pior é quando pensam que pelo facto de ser AMADOR... serve de desculpa!
E mais, não se importam nada de ouvirem dizer “Para amadores não está mal” , e até consideram um elogio.
É urgente dizer, a quem assim pensa, o que significa a RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
Companheiros:
Não é minha intenção” meter o nariz no pó do palco dos outros”, mas é meu entendimento, o quanto é prioritário alterar esta forma de estar e pensar o teatro produzido nas associações.
Todos nós já recebemos muitas manifestações de apreço de organismos, de instituições e personalidades, que nos dizem que estamos no caminho certo, e que o serviço que prestamos e colocamos à disposição da população é uma mais-valia sócio-cultural, associativa e artística. Mas, apesar de todos estes incentivos, temos que (peça a peça), ano após ano, melhorar o nosso trabalho, para que não considerem os nossos pedidos de apoio, uma exigência fútil, mas sim, uma pretensão que nos assiste quando queremos melhorar as condições do nosso trabalho e servir com melhor qualidade as populações.
Também sabemos, e temos disso consciência, que a pretensão que temos para com o “nosso teatro” só é possível com o apoio indispensável de parceiros interessados no crescer cultural da nossa terra.
E quando digo “crescer” refiro-me particularmente ao crescimento cultural das crianças, dos jovens e, por que não, dos adultos.
Todas as artes são importantes e, neste caso particular, o teatro, para a formação dos cidadãos, e quanto mais pequenos melhor.
Podemos não saber o que é que queremos que eles aprendam mas, que devem aprender uma arte, isso devem.
Com esta aprendizagem, vão ter por certo uma melhor visão da vida e do mundo e, como sabemos, as crianças expressam-se naturalmente. Faz parte da sua descoberta do mundo que as rodeia. Experimentam coisas através de um jogo permanente com a realidade.
Tal como as crianças, os jovens e os adultos, têm no teatro esse prazenteiro jogo do «fazer-de-conta», que possibilita conhecer melhor as humanidades.
Claro que não será por isso que todos serão técnicos ou intérpretes mas serão, por certo, cidadãos com princípios éticos, capazes de saber partilhar e ter conceitos mais ricos e diversificados.
E se pensarmos que primeiro aprendemos a falar e, depois, mais tarde, na escola, aprendemos o abecedário, podemos ter em conta que no teatro se pode e deve aplicar esta verdade como princípio.
Primeiro aprender a cultura e a ética teatral, ter urbanidade para e com a arte e, depois, mais tarde, na “escola”, aprender a formação técnica e artística.
Se quiserem ter a compreensão de que esta base ética é fundamental, o teatro de amadores das associações é, (deve e pode ser), uma boa escola da vida.
Estar ou ser do teatro, é um confronto permanente com a realidade.
Os primeiros contactos devem ser de forma lúdica e divertida o que os torna, mais tarde, activos e com sentido crítico e participativo.
Aprende-se com todos os sentidos e fica-se mais aberto àquilo que desconhecemos.
É bom que se entenda que o teatro, tal como as outras artes, é um espaço de liberdade e criatividade, onde existe a possibilidade de criar uma mudança de atitude.
Como diz Kant: - «apenas os gostos se discutem»
Mas, no teatro, discutir é procurar estabelecer pontes, é falar das emoções e vivências partilhadas tendo por base experiências de vida muito diferentes.
O papel do teatro é esse mesmo:
- Proporcionar um sonho de comunidade entre indivíduos distintos.
Estar no teatro é muito mais do que se imagina, ou do que aquilo que se pode encontrar nos livros.
Ser do teatro é saber que há objectos inúteis mas que contêm em si os mais elevados valores.
O teatro é um curso, que nem uma vida inteira chega para o concluir. Por isso se diz:
- “O que custa mais, são os primeiros 30 anos”
No teatro, nada é mais importante do que proporcionar a possibilidade de ser cada vez melhor, com a certeza saudável de que nunca se atingirá a perfeição.
E assim, será muito mais possível acreditar num futuro melhor.
Num futuro onde haja Mulheres e Homens com motivação para investirem, não só no seu crescimento social e na sua qualidade de vida cultural mas, também, para contribuírem para o desenvolvimento do local onde estão inseridos.
Mas para isso não chegam só as boas vontades, o voluntariado, ou até, ter gente com mais ou menos capacidades técnicas e artísticas, pois sabemos que, cada vez mais, a tecnologia é indispensável nos meios de produção.
Hoje, mais do que nunca, a utilização de meios técnicos faz parte da formação e do trabalho de cada um. Hoje, a qualidade de vida, tem que passar pela utilização das novas tecnologias.
Cabe, por isso, aos dirigentes artísticos e associativos, aos agentes culturais, aos patrocinadores, às Juntas de Freguesia, às autarquias, (já que o governo central não aceita pedidos de apoio dos amadores de teatro) um maior esforço nos apoios, e na contribuição para o crescimento sócio-cultural das artes dos palcos associativos.
Enquanto isso não for possível, com mais ou menos dificuldades, continuaremos, com “a “mão-de-obra barata” que somos A LEVAR O TEATRO À PORTA DOS FREGUESES.
Valha-nos a muita paixão que sentimos pelo teatro, valha-nos a muita perseverança que temos em querer melhorar a vida cultural do País que somos, que aliadas a alguns apoios públicos, e à solidariedade de personalidades e organismos, que acreditam no trabalho dos amadores de teatro, vai sendo possível, levar por diante esta maravilhosa tarefa artística e sócio-cultural , chamada TEATRO. Valha-nos isso.
Mas não nos devemos esquecer o quanto é importante saber o que é A RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
O teatro de amadores das associações é, de facto, e sem demagogias, uma grande escola de humanização para a vida social, cultural e associativa.
Alfredo Correia
21 de Março de 2009
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